domingo, 18 de agosto de 2013

Livro de Estimulação Conitiva para Idosos com ênfase em memória (Lançamento em breve pela editora Atheneu!)

Nas últimas duas décadas as pesquisas têm gradualmente apontado que as mudanças não são iguais para as diferentes faixas etárias; ademais, apenas a idade cronológica usada como a variável independente não ajuda a explicar o processo de envelhecimento. As investigações avaliam a extensão que variáveis intervenientes, tais como fatores sociodemográficos, ambientais, psicossociais, biopsicológicos, ou de estilo de vida, estão associadas às alterações observadas com a idade.


Uma das alterações que mais chama a atenção em idosos com 60 anos ou mais é a cognitiva. É comum vermos idosos relatarem dificuldades para recordar fatos recentes, isto é, para fazer novas memorizações, entretanto, quando se trata de eventos ocorridos no passado, muitas vezes referentes à infância, se recordam bem. Estudos explicam que isso pode ocorrer devido à carga emocional que está associada a cada acontecimento. Possivelmente a pessoa se lembrará com facilidade dos eventos com forte apelo emocional. 

Uma das hipóteses que tenta explicar o declínio cognitivo versa sobre a relação entre alterações neurológicas decorrentes do processo de envelhecimento e a cognição. Outras hipóteses referem-se ao estilo de vida do idoso que poderia influenciar sua cognição. Os idosos, com frequência, têm menor demanda ocupacional e podem ter suas redes sociais diminuídas, o que poderia gerar um estilo de vida pouco desafiador, chamados na Gerontologia de idosos “enpijamados”. Outras hipóteses de natureza cognitiva supõem que o idoso tenha menor desempenho de memória devido às peculiaridades de seu funcionamento cognitivo global, como a diminuição na velocidade do processamento da informação e o menor uso de estratégias durante a memorização.

Neste contexto, intervenções que possam auxiliar na melhoria da qualidade de vida de adultos maduros e idosos se fazem necessárias, como as intervenções não farmacológicas. Como exemplo destaca-se a estimulação cognitiva que tem como intuito amenizar ou sanar dificuldades cognitivas, dependendo do grau de comprometimento em que o indivíduo estiver.

Objetivou-se, neste livro, destacar no decorrer dos capítulos estudos e intervenções que direcionem o profissional interessado em realizar um programa de estimulação cognitiva, com ênfase em memória. Tendo como base particularidades dos aspectos cognitivos do idoso, como a presença de queixas de memória, funcionamento das habilidades cognitivas, a importância do rastreio cognitivo para conhecimento do desempenho e presença de déficits. A primeira parte deste livro aborda aspectos gerais do envelhecimento cognitivo e sociodemográfico. A segunda parte documenta particularidades das habilidades cognitivas e o treino específico de alguma delas. A terceira parte demonstra a importância dos instrumentos e baterias cognitivas para detectar possíveis déficits e comprometimento no idoso. E, por fim, destacam-se técnicas de treino cognitivo e programas que foram desenhados para populações particulares de idosos, como analfabetos, idosos hipertensos, diabéticos, com Doença de Alzheimer, com Comprometimento Cognitivo Leve, e planejamento das atividades individuais e grupais.

Interessados em aprimorar-se em estimulação cognitiva para idosos, não percam!

Desejamos a você interessado no assunto uma boa leitura!
 


Um comentário:

  1. Bom dia.Sou Fisioterapeuta e trabalho com idosos.Gostaria de saber como faço para adquirir o livro.Moro em Curitiba.Aguardo um contato.Abraços.

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