sábado, 4 de agosto de 2012

Fratura de fêmur interna 32 idosos por dia em SP


Do total de internações realizadas em 2011, 68% foram de mulheres; número de hospitalizações cresceu 70% em 10 anos no Estado 

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que 32 idosos são internados por dia no Estado devido a fratura de fêmur. Somente em 2011, foram realizadas 11.631 internações, das quais 7.973 (68,5%) foram de mulheres.

Segundo Anderson Della Torre, geriatra e coordenador médico do Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG), o pico de massa óssea dos seres humanos ocorre por volta dos 25 anos. A partir daí, inicia-se uma perda de massa contínua e progressiva.

"Para as mulheres, essa perda se intensifica durante a menopausa, o que pode explicar o maior número de fraturas no sexo feminino", explica Torre.

Comparado com o ano de 2001, quando foram notificadas 6.830 internações, em dez anos houve um aumento superior a 70% no número de idosos que sofreram fraturas de fêmur. Já em relação ao número de óbitos, o aumento registrado em dez anos foi de 86%, passando de 331 em 2001 para 617 mortes em 2011.

Além da perda natural de massa óssea, alguns fatores de risco como má alimentação, sedentarismo e automedicação contribuem para o enfraquecimento dos ossos. Com isso, há aumento na probabilidade das quedas, que são as principais causas das fraturas ósseas dos idosos.

"Com o aumento da expectativa de vida há uma perda maior de massa dos ossos longos. A fratura de fêmur, maior osso do corpo, é a mais grave, pois pode gerar imobilidade e, por isso, na maioria das vezes, é necessária uma intervenção cirúrgica", diz Torre.

Além de manter uma alimentação saudável e praticar exercícios regularmente para fortalecer os músculos e os ossos; o consumo de cálcio é fundamental. De acordo com o geriatra, a quantidade de cálcio elementar que deve ser ingerida varia de acordo com a faixa etária. Porém, em média, a quantidade diária indicada para crianças é de 800mg a 1.300 mg, para adultos de 1.000 mg a 1.200 mg e para os idosos é cerca de 1.200 mg.

"Além do consumo de alimentos ricos em cálcio, como o leite, por exemplo, tomar sol é fundamental para a produção da vitamina D, componente essencial para fixar o cálcio nos ossos", diz Torre.


FONTE: Secretaria da Saúde de São Paulo

Nenhum comentário:

Postar um comentário