quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Entrevista no Programa do Jô - 24/11/2010 - Zulmira Vono

Nesta quarta-feira, dia 24 de novembro, Jô Soares entrevistou Antonio Calloni, Renato Kaufmann e Zulmira Elisa.O ator Antonio Calloni acaba de lançar seu sexto livro “Escrevinhações de Samuel, o Eterno”, uma mistura de amor, humor e banalidades.Renato Kaufmann é jornalista e autor de “Diário de um Grávido”, que aborda de forma bem-humorada o que os homens pensam e sentem durante a gravidez. Zulmira Elisa Vono é enfermeira gerontóloga e autora do livro “O Bem no Mal de Alzheimer”. A autora fala sobre a síndrome, seus sintomas e desdobramentos e apresenta os resultados práticos das pesquisas científicas. Inclui sua experiência como profissional e cita relatos verídicos sobre a convivência de famílias com o paciente e soluções encontradas com equipes multidisciplinares.






Autora do livro “O Bem no mal de Alzheimer” fala como amenizar a convivência com a doença


A Enfermeira Gerontóloga Zulmira Elisa Vono, autora do livro “O Bem no Mal de Alzheimer” se dedica ao estudo do envelhecimento humano e ao cuidado com a pessoa idosa. Seu último livro foi lançado pela editora SENAC, e já vendeu mais de 500 exemplares.

A experiência de Zulmira soma consultorias e assessoria a prefeituras municipais, a Instituições de Longa Permanência para Idosos, privadas e filantrópicas, palestras para as pessoas que objetivam bem envelhecer, para familiares/ cuidadores que desejam melhor conviver com os idosos, para profissionais de saúde, além desenvolvimento de projetos para a gestão pública. Sua missão é: Proporcionar à pessoa idosa um modelo de atenção com acolhimento e cuidados focados na prevenção, na promoção e valorização do envelhecimento ativo e saudável.

A principal proposta do Livro “O bem no Mal de Alzheimer” é levar informações às famílias, aos cuidadores e até mesmo aos profissionais de saúde que se dedicam ao cuidado à pessoa idosa portadora da patologia.

Para Zulmira, o conhecimento das sutis manifestações iniciais da doença de Alzheimer propicia o entendimento da doença e também fortalece as ações, abrindo espaço para criar estratégias de relacionamento e reflexões necessárias para a pratica da boa convivência.

Não é fácil conviver e cuidar de uma pessoa portadora da doença de Alzheimer, mas podemos facilitar e atenuar essas dificuldades através do conhecimento que nos leva ao entendimento e aceitação e, conseqüentemente, ao correto tratamento medicamentoso além de atividades terapêuticas que possam levar a uma vida menos sofrida para o paciente, familiares ou cuidadores”. Declara Zulmira e também completa que todo paciente portador da patologia responde positivamente às manifestações afetivas. “É verdade que perdem o “verniz social” desconsideram convenções sociais, limites, mas não perdem sua condição primária: continuam sendo um ser humano e em muitos momentos são excessivamente espontâneo e autênticos. Necessitam ser aceitos, assim como estão”. Observa.


Zulmira também fala em suas palestras que o cuidador não deve se sentir vitimado e sim privilegiado pela oportunidade dessa convivência. Conhecer, aceitar e reconhecer os sinais e sintomas da patologia propiciam um cuidar ameno e não sofrido. Assim ela diz que é possível uma troca e o Bem vai superar o Mal de Alzheimer.

Dentre as doenças crônico-degenerativas passiveis de acometer as pessoas idosas, a mais comum e também a mais temida é o Mal de Alzheimer ou doença de Alzheimer, ou demência senil tipo Alzheimer ou simplesmente Alzheimer. Esta doença degenerativa, até o momento incurável, foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome. Explica.

Apelidada de “o mal do século”, Alzheimer é uma doença ainda pouco conhecida, cujo nome é difícil de falar, escrever, ler e principalmente, conviver. É caracterizada por uma desordem neurodegenerativa, crônica e progressiva onde, entre os neurônios, as células cerebrais, formam um enovelado que dificulta a condução de estímulos e as respostas vão acontecendo a cada dia com mais dificuldade, acarretando perda das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar, afetando também áreas da linguagem e alterações no comportamento.
É ressaltada por um de seus sintomas que é o esquecimento, porém, quando é manifestado, a doença já está instalada, na maioria das vezes, há anos. O diagnóstico precoce ainda é uma das alternativas de controle da doença, minimizando os efeitos da sua evolução.

Historicamente, há o entendimento de que, quem cuida, é o doador, o abnegado e geralmente o sofredor. Familiares ou cuidadores de pessoas idosas portadoras da patologia “cobram” que o paciente se mantenha com as mesmas atitudes, lembrando-se de fatos recentes, das pessoas próximas, dos locais habitualmente freqüentados. Não vão se lembrar. O paciente não tem consciência de seus atos e sua conduta não significa desamor. Cabe ao cuidador, munido do conhecimento, aceitar e transformar essa convivência em uma grande oportunidade de “reconhecer” esse familiar acometido da patologia, ouvindo-o, abusando da memória que lhe resta, a antiga, mantendo diálogo e relacionamento calcado na afetividade.

Fonte - Assessoria de Comunicação: CW3 Comunicação & Web

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